Homem de Ferro: Extremis

A história “Extremis”, estrelada pelo Homem de Ferro, foi um marco na carreira do herói. Ela não apenas redefiniu o personagem, apresentando-o para uma nova geração, como também serviu de base para quase tudo o que foi feito com ele desde então, inclusive para o filme de 2008. Esse arco foi publicado originalmente na revista Iron Man, números 1 ao 6 (janeiro à maio de 2005). Aqui no Brasil saiu pela Panini em uma mini-série em 3 edições (abril à junho de 2006) e posteriormente foi relançado em um encadernado, em fevereiro de 2009. Possui roteiro de Warren Ellis e arte de Adi Granov. Segue a sinopse: O renomado roteirista Warren Ellis une forças com o aclamado ilustrador Adi Granov para redefinir o mundo do vingador blindado para o século 21 — um cenário de aterrorizantes tecnologias que ameaçam sobrepujar a frágil espécie humana! O que é o Extremis, quem o liberou e o que seu surgimento pressagia para o mundo?

Esse arco marcou o relançamento a revista do Homem de Ferro nos EUA, após um período de péssimas histórias e péssimas vendas. A Marvel chamou então o roteirista Warren Ellis, o consagrado autor de Planetary, e o desenhista e colorista Adi Granov. E funcionou.
A proposta era atualizar o Homem de Ferro, já que ele deveria ser um herói a frente do seu tempo, mas que na época estava usando quase a mesma tecnologia e mentalidade de 10 anos atrás. A ciência e a tecnologia estavam se desenvolvendo muito rápido e Tony Stark estava sendo passado para trás.

Logo na primeira parte do arco isso já é mostrado, com Tony sendo confrontado com a mentalidade anti-armamentista do século 21. Ele então começa a se questionar sobre o seu papel no mundo, sobre se o Homem de Ferro salvaria mais vidas do que as ceifadas pelas armas vendidas por sua empresa. Nisso é inserida na história a cientista Maya Hansen, cujo principal objetivo na narrativa é mostrar a Stark o desenvolvimento biológico, que poderia conseguir resultados similares aos dele, porém de modo muito mais leve e natural do que ele com sua grande e pesada armadura.

A história se desenrola mostrando o contraste entre esses dois tipos de desenvolvimento (tecnológico e biológico) e termina com Tony e Maya criando um amálgama dos dois para gerar um novo e atualizado Homem de Ferro. Obviamente nem tudo são flores, e um criminoso rouba a tecnologia biológica da dra. Hansen, obrigando o Vingador Dourado a enfrenta-lo, o que o leva a outro questionamento contemporâneo: o que fazer com um assassino que não pode ser parado e que se recusa a se render? A força letal é justificável?

A arte de Adi Granov é lindíssima, além de possuir uma narrativa bastante clara e dinâmica. A história aproveita ainda para fazer flashbacks da origem do Homem de Ferro, atualizando-a da Guerra da Coreia para o combate contra a Al Quaeda no Afeganistão, 3 anos antes do filme fazer o mesmo. Uma edição altamente recomendada a todos que gostam de histórias inteligentes e bem feitas.

 
 

Coreógrafo de Kill Bill participa de Besouro

O coreógrafo chinês Huen Chiu Ku, também conhecido como Dee Dee, é o responsável pelas cenas de luta em “Besouro”, o filme brasileiro mais caro do ano. Experiente, Dee Dee já trabalhou com Quentin Tarantino (”Bastardos Inglórios“) em “Kill Bill”, foi dublê de Jet Li (”Rogue – O Assassino“) e elaborou também as cenas de ação de “O Tigre e o Dragão”.

Mas, apesar do currículo invejável, o coreógrafo chinês não tinha muitos conhecimentos sobre a capoeira, que está sempre presente no longa brasileiro. “Eu só tinha visto algumas coisas sobre essa arte brasileira em vídeos”, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Agora que conhece mais sobre a luta brasileira, porém, Dee Dee afirma que já ama o esporte.

No entanto, mesmo mais informado sobre o jogo brasileiro, em “Besouro”, o coreógrafo chinês encarou a tarefa de transformar as lutas de capoeira em cenas típicas de produções como “Kill Bill” como um desafio. “É um pouco difícil coreografar as lutas porque, normalmente, os oponentes não se tocam. É diferente da maioria das artes marciais”, justificou Dee Dee.

Os que estiverem curiosos para ver o trabalho de Dee Dee em “Besouro” precisam esperar até o dia 30 de outubro, data em que o longa chega às telonas brasileiras.

 
 

“Paranormal Activity” ganha comparações com “A Bruxa de Blair”

Algumas semanas depois da sua estreia limitada nos Estados Unidos e o terror “Paranormal Activity” já começa a ganhar comparações a um exemplar muito parecido lançado há 10 anos: “A Bruxa de Blair“. E não precisa ir muito longe na análise para se perceber as semelhanças: “Paranormal” foi filmado em 2007 com câmera comuns, ao estilo VHS, semelhante a um documentário, com um orçamento de US$ 11 mil, contando sobre as atividades paranormais que acontecem enquanto estamos dormindo.

O filme, que estreou em 200 cinemas nos Estados Unidos no dia 25 de setembro, arrecadou US$ 77 mil logo de cara (ou seja o filme conseguiu no fim de semana de estreia, uma arrecadação 70% maior do que os gastos com sua produção). A imprensa norte-americana então começou a fazer novas comparações que vão além das semelhanças técnicas do filme. Em 1999, quando ainda as conexões de banda-larga não eram tão presentes na internet brasileira, “A Bruxa de Blair” usou uma massiva campanha pela web para divulgar a história de três adolescentes que filmaram seus últimos dias antes de desaparecem por causa de um mito local no interior dos Estados Unidos. Assim como Blair, Paranormal, utilizou-se da internet para divulgar seu filme.

E os resultados da bilheteria também se somam nas comparações. Na primeira semana de exibição nos EUA, “Bruxa de Blair”, que custou US$ 25 mil para ser feito, arrecadou US$ 1,8 milhão em apenas 28 cinemas. Na semana seguinte, quando subiu para mais mil salas em exibição, arrecadou quase atingiu a casa dos US$30 milhões. Ao fim das exibições nos cinemas, o filme havia arrecadado nos Estados Unidos, mais de US$148 milhões.

A Dreamworks, que em 2007 comprou os direitos autorais de “Paranormal Activity” para refilmá-lo com orçamento melhor, decidiu lançar o projeto original após a reação do público em uma exibição teste em 2008. Resultado acertado, se olhar para a bilheteria de US$ 20 milhões já arrecadados.

Agora é esperar que o filme, que tem distribuição mundial através da Paramount Pictures, chegue ao Brasil, já que o projeto ainda não está confirmado nos cinemas por aqui.

 
 

Produção de Lanterna Verde pode se mudar para Nova Orleans

 

Agora que a Warner Bros. oficializou a mudança de locações de Lanterna Verde (Green Lantern), que deixou a Austrália por questões de orçamento, nem só o Canadá e o México se interessam em receber a produção.

Cidade que desde a passagem do Furacão Katrina tem se empenhado em abrir mão de impostos para incentivar a reconstrução local via Hollywood, Nova Orleans pode receber mais esta filmagem. O site voltado para assuntos da Louisiana Nola publicou uma notícia, citando um executivo dos estúdios de gravação Second Line Stages, Kevin Murphy, dizendo que os produtores do filme contataram representantes em Nova Orleans e podem fechar o negócio nesta semana.

"Os boatos procedem. Estamos acertando detalhes e temos um contrato para lugar espaço para essa produção", disse Murphy. O departamento público que cuida do programa de incentivo ao cinema no Estado não quis comentar a informação, nem a Warner Bros. (que já rodou Jonah Hex por lá).

Ainda de acordo com Murphy, o contrato diz que o espaço no Second Line Stages seria ocupado por Lanterna Verde a partir de dezembro, quando a equipe começaria a construir os cenários. As filmagens em si iriam de março a julho/agosto.

Lanterna Verde vai contar como Hal Jordan (Ryan Reynolds) ganhou seu anel e se tornou o herói do título. O diretor Martin Campbell trabalha em cima do roteiro assinado por Marc Guggenheim, Greg Berlanti e Michael Green. A Warner Bros. lança o filme em junho de 2011.

 
 

Angelina Jolie e Leonardo DiCaprio podem estrelar novo filme de Ridley Scott

 

Angelina Jolie está fechando negociações para estrelar o filme sobre a família Gucci, que Ridley Scott já promete dirigir desde 2006. E o diretor também sondou Leonardo DiCaprio, mas ainda não há nada definido em relação ao ator.

O longa contará a história conturbada e glamourosa da família Gucci nos anos 70 e 80, quando suas 153 lojas movimentavam cerca de 500 milhões de dólares anualmente. O centro da história será Maurizio Gucci, neto do fundador da grife Guccio Gucci, que assumiu os negócios da família depois de uma disputa quase sangrenta. Quando Maurizio estava prestes a conquistar seu maior sucesso - um desfile inovador com roupas assinadas pelo estilista Tom Ford - foi morto a tiros em frente ao seu apartamento em Milão, em 1995.

Jolie interpretará Patrizia Reggiano, ex-esposa de Maurizio que foi condenada a 29 anos de cadeia por tramar o assassinato. DiCaprio pode viver Maurizio.

A 20th Century Fox pretende iniciar a produção em 2010.

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