Vem aí “Homens de Preto 3″?

Apesar da incerteza da presença da dupla Smith/Jones no elenco principal do filme, a Sony quer realizar o terceiro filme.

men-in-blackA Sony está tentando se manter no topo do mercado. Ou pelo menos buscando isso com resgate dos sucessos de bilheteria. Afinal, uma franquia de sucesso nunca é o suficiente. Agora, o blog Risky Biz, do site The Hollywood Reporter anunciou que “Homens de Preto 3” está quase confirmado. A distribuidora responsável pela franquia contratou Etan Cohen (“Trovão Tropical”) para escrever o terceiro episódio da franquia.

A imprensa ainda se mantém relutante quanto a decisão final do projeto, até porque ter um roteirista contratado não significa que o filme será feito. O primeiro roteiro deve ser preparado, passar por tratamento e pela análise do orçamento, ainda mais contando com a presença de Will Smith e Tommy Lee Jones no filme, o que elevaria o valor do orçamento. Mas isso não é problema, afinal a franquia já gerou quase US$ 1 bilhão (o primeiro filme gerou mundialmente US$ 589.390.539; e o segundo filme, US$ 441.818.803).

Fontes de dentro da Sony já confirmaram que a intenção do produtor é que assim que seja possível em 2010, provavelmente na primavera, a partir de março, comecem a produção e gravações do filme para lançamento em 2011.

Quanto ao elenco, nem Smith nem Jones confirmaram presença. Vale ressaltar que atualmente Smith está finalizando todos seus projetos e não há nenhum outro compromisso para o começo de 2010, o que facilitaria seu retorno (claro, dependendo do cachê). Já Barry Sonnenfeld, diretor dos dois primeiros filmes, estaria confirmado para retornar no terceiro episódio da franquia. Agora se o orçamento do segundo filme foi US$140 milhões, imagine quanto sairia este!

 
 

“This Is It” arrecada mais de US$ 100 milhões no mundo

Nos cinco primeiros dias de estreia do documentário, a arrecadação ultrapassou os gastos da produção de US$ 60 milhões.

Parece que a desculpa de que o filme ficaria em cartaz apenas duas semanas deu certo. A estreia mundial no dia 28 de outubro aproveitava dois dias a mais para a somatória final na bilheteria do fim de semana, prolongando assim o faturamento. E assim o foi. O documentário de despedida do cantor Michael Jackson “This Is It” arrecadou no mundo todo cerca de US$ 101 milhões, segundo o site Box Mojo.

Nos Estados Unidos, a estreia foi menor do que esperavam os produtores. A arrecadação de US$ 21,3 milhões é equiparável com filmes com atores de grande nome, em época de baixa estação (fora do período do verão norte-americano). Os produtores do filme jogaram a culpa no dia das bruxas, que caiu no sábado, o que fez muita gente preferir as tradicionais festividades da data do que ir ao cinema.

Depois de passado o frisson, os produtores já tranquilizaram os fãs: o filme passará mais tempo em cartaz do que as duas semanas prometidas no marketing do filme. Aliás, ação apedrejada pelos críticos de cinema, que reforçaram a opinião de “tudo não passava de um jogo de marketing”. Mas vale ressaltar que esse controle do tempo em cartaz equivale para solo norte-americano, podendo realmente se limitar as duas semanas nos cinemas de outros países.

Com a decisão de passar o filme mais tempo nos cinemas, os produtores confirmaram que irão adiar o lançamento do DVD do documentário. Antes previsto para lançarem ainda este ano, a tempo de aproveitar as festas de fim de ano, “This Is It” só deverá chegar às prateleiras das lojas no começo de 2010, sem data definida.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o diretor do documentário Kenny Ortega (“High School Musical”) confirmou que o DVD terá muito mais cenas do que o exibido no cinema. “Serão pelo menos de duas a três horas a mais de material exclusivo. Haverá cenas extras dos ensaios, além das versões completas dos clipes que criamos para ‘Thriller’ e ‘Smooth Criminal’”, disse.

O diretor também falou ao jornal sobre os boatos de que ele teria cortado do longa cenas que revelassem a condição de saúde do cantor. “O filme é a história do show. Só incluí cenas que fizessem sentido nesse contexto. Não faria sentido colocar trechos em que Michael Jackson erra a letra ou que não dança tão bem. Isso acontece em qualquer ensaio, mas no filme poderia dar uma impressão errada“, finalizou.

Michael Jackson durante o ensaio do show This Is It

 
 

Ridley Scott fala sobre novo “Alien”

Foi durante um evento em Hollywood que o site Empire teve a oportunidade de estar próximo a Ridley Scott (“Gladiador”) e levantar a questão sobre o futuro da franquia de “Alien”, ao qual o diretor está envolvido. “Nunca pensei que estaria empolgado por uma continuação. Mas uma história que antecede o primeiro filme, é interessante. Estou adorando ter que fazê-lo”, disse o diretor.

No começo do ano, apareceram boatos de que o primeiro filme da franquia, lançado em 1979, ganharia um remake. No entanto, em junho, surgiu a possibilidade de produzir mais uma sequência de “Alien”, que se passaria antes do primeiro filme, conhecido nos Estados Unidos como prequel.

Atualmente, Scott está envolvido diretamente com o projeto, ainda em fase de roteirização. Durante a conversa com o site Empire, ele disse que “o prequel vai acontecer. É difícil definir um ano em que a história se passará, mas, por exemplo, se ‘Aliens’ se passava no fim deste século, então a história do novo filme deve se passar 30 anos antes”.

A produção é da 20th Century Fox. Em relação ao elenco e trama, nada foi divulgado. Tempos atrás, Sigourney Weaver (“A Vila”), consagrada no papel de Tenente Ripley, disse estar interessada em retornar a franquia e não escondeu o entusiasmo em afirmar que “Alien” foi o principal responsável pelo sucesso na carreira. A série conta com três sequências: “Aliens: O Resgate” (1986), “Alien 3” (1991) e “Alien: A Ressurreição” (1997).

Alien

 
 

Astros de “Lua Nova” divulgam o filme em São Paulo

Kristen Stewart e Taylor Lautner concederam entrevista à imprensa em São Paulo. Eles falaram sobre as mudanças na saga e nos personagens.

Lua Nova

Há algum tempo a saga “Crepúsculo” assumiu o lugar que pertencia a “Harry Potter” e Zac Efron (“High School Musical”) no coração de fãs adolescentes. A geração, de fato, é diferente, mas o poder que a história romântica sobrenatural tem sobre meninas entre 10 e 16 anos é incrível.

Em São Paulo, as fãs puderam mostrar aos atores Kristen Stewart e Taylor Lautner que não deixam nada a dever aos fãs do resto do mundo. “Eles são muito carinhosos. Mais do que apenas apaixonados”, explicou a atriz.

Alguns fãs chegaram a dormir na porta do hotel Hyatt para conseguir ver os astros. Segundo seguranças do hotel, entretanto, nem Kristen nem Taylor planejavam aparecer para a multidão que se aglomerava na manhã deste sábado, 31, na porta do hotel. “No aeroporto já teve confusão e puxaram o cabelo da atriz”, contou um dos seguranças.

Kristen e Taylor são os astros do segundo filme da série, “Lua Nova”, que estreia no próximo dia 20 aqui no Brasil. No filme, Edward, o vampiro galante interpretado por Robert Pattinson, decide que o relacionamento que tem com Bella (Kristen Stewart) é perigoso demais. Chocada com o término do namoro, Bella passa seus dias procurando por perigo ao lado de Jacob Black (Taylor Lautner). Da amizade, brota o amor, mas Bella não é capaz de esquecer Edward, sempre presente a cada loucura que a coloca em risco.

Raquel, de 14 anos, chegou ao hotel por volta das 9h. Mesmo dizendo ser do “time Edward”, ou seja, torcer para que Bella fique com Edward, foi para ver o ator que interpreta Jacob que a garota esperou por toda a manhã. “Ele é muito lindo”, declarou. Andressa Pacheco, de 15 anos, prefere Jacob. Ela também acampou em frente ao hotel e gritava a cada possibilidade de ver os astros. Em meio a maioria feminina, Luiz Fernando, de 16 anos, se destacava. Leitor dos livros, Luiz esperava ver Kristen. Segundo ele, é a ficção presente em toda a série o mais interessante. “Gosto desse tema”, contou.

O que os críticos dizem, entretanto, é que “Crepúsculo” destruiu a mitologia dos vampiros construída por Bram Stoker e consolidada por Anne Rice. Nos livros, Edward não queima sob a luz do sol, mas brilha como se seu corpo fosse feito de diamantes.

Outro ponto controverso da saga de Stephenie Meyer são os lobisomens. Na série, Jacob e sua tribo se transformam em lobo para garantir a ausência de vampiros no território de seus ancestrais. Diferentemente do que todos conhecem, entretanto, os lobisomens de Meyer não se transformam na lua cheia, mas quando sentem raiva.

O personagem mitológico, que já foi retratado em diversos outros filmes e ganhou versões realistas e engraçadas, ganha, nesse filme, os olhos de Taylor Lautner. ”Usaram os olhos dele para dar expressão aos lobos, ao invés de usar tudo em CGI”, explicou Kristen. “É um personagem incrível. Duvido que tenha a oportunidade de fazer um lobisomem novamente, então estou aproveitando ao máximo”, contou Taylor. O ator disse também que fez as acrobacias sem a ajuda de dublês.

Quando terminou de filmar “Crepúsculo”, Taylor começou a fazer exercícios e entrou para uma dieta feita de basicamente proteínas para ganhar massa muscular. Com apenas 17 anos, o ator não tinha certeza de que seria chamado para continuar no papel de Jacob, um rapaz cheio de músculos. “Não havia dúvidas de que o papel era dele. Mas na época nem mesmo tínhamos certeza de quem dirigiria o projeto”, contou Kristen.

A saga, que começou nas mãos de Catherine Hardwicke (“Aos 13”), passou para Chris Weitz (“A Bússola de Ouro”). Além da mudança de diretor, o longa-metragem também mudou de tom. “O filme anterior tem um tom mais independente, até porque a Catherine vinha desse ambiente. ‘Crepúsculo’ é um conto de fadas. Em ‘Lua Nova’ abandonamos a fantasia e mostramos que os vampiros, esses seres mágicos, também erram”, disse a atriz.

O novo diretor, com experiência em adaptação de livros ao cinema (ele também dirigiu “Um Grande Garoto”), foi possível ousar. “Com ele, tivemos liberdade para experimentar com o papel, o que foi ótimo. O livro descreve muito bem o que Bella está sentindo, e tentamos ser fieis ao livro, mas mesmo assim foi possível arriscar com os personagens”, disse Kristen.

Bella também sofre uma mudança no segundo capítulo da série. “Antes ela era muito confiante de tudo. Quando o Edward vai embora, no começo de ‘Lua Nova’, ela perde isso. Começa a duvidar até se 2 + 2 =4”, explicou. Para interpretar a novidade, Kristen conta que não foi difícil. “Foi uma mudança natural. A personagem passa por isso”, contou a atriz.

O que Bella sente ao ver Edward ir embora, no entanto, não foi algo com o qual Kristen se identificou. “Não consigo comparar a minha vida à dela. Criaram algo maior do que qualquer outra pessoa pode sentir.”

E com quem a personagem deveria ficar no final? “O Jacob é perfeito pra ela. É com ele que ela pode viver sem pensar. Mas o Edward está lá. Ele é o destino dela. E as meninas nem sempre fazem as melhores escolhas”, conclui Kristen.

 
 

Besouro

Em “Besouro”, o diretor João Daniel Tikhomiroff dá preferência à técnica do que ao conteúdo. Cheio de lutas empolgantes e uma belíssima fotografia, o filme, no entanto, tem uma trama esquecível.

Besouro- Que tal um filme de ação brasileiro? – Brasileiro? Essa costuma ser a reação da maioria do público quando convidada para uma película desse gênero. Para quem não consegue lembrar de nenhuma obra brasileira de ação, é preciso que se apresente “Besouro”, filme baseado na história de um capoeirista negro que viveu em uma época de extrema exploração de pessoas da sua raça. Mas em vez de contar uma trama de opressão e sofrimento, o diretor João Daniel Tikhomiroff adiciona altas doses de lutas estilizadas e crenças mitológicas, gerando um filme bonito para os olhos como nenhum outro já feito por aqui. Entretanto, o cineasta, que já ganhou inúmeros prêmios em Cannes como publicitário, esquece que não basta apenas uma embalagem atraente, tem que ter conteúdo. E isso faz muita falta em “Besouro”. 

A história da película se passa em plenos anos 1920, no Recôncavo Baiano, época e região marcadas por diferenças raciais. Aos brancos fazendeiros e donos de engenho sobravam dinheiro e terras, além de muitas palavras de ordem. Aos negros, a única opção era trabalhar nos engenhos ou, no caso das mulheres, nas casas dos patrões. Como alternativa para entretenimento, eles jogavam capoeira, dança que, devido a sua semelhança com uma luta, não era de agrado dos fazendeiros que fosse praticada por muitas pessoas. O mestre da dança na área era Mestre Alípio (Macalé), que ensinou os segredos da capoeira aos amigos Quero-Quero (Anderson Santos) e Besouro (Ailton Carmo). Ameaçado de morte pelos poderosos, Alípio é protegido pelo mais talentoso dos dois, Besouro, cuja única falha do garoto leva ao assassinato de seu mestre. 

Besouro passa então a ser o nome caçado pela região. Influenciado pelo orixá Exu (Sergio Laurentini), ele é instigado a refletir sobre a importância de seus atos, adquirindo diversos poderes, além de um posicionamento de liderança entre os negros. Diversas sabotagens contra os engenhos e canaviais são idealizadas pelo ascendente guerreiro, que passa a ser incessantemente perseguido pelos capangas do Coronel Venâncio (Flávio Rocha). Besouro também se envolve num romance com a jovem Dinorá (Jéssica Barbosa), então namorada de Quero-Quero, ocasionado um conflito passional entre a própria raça. Também guiado pelo espírito de Mestre Alípio, o rapaz deverá descobrir os mistérios para se tornar o herói da região, desafiando o domínio dos brancos. 

Adaptação do livro “Feijoada no Paraíso”, de Marco Carvalho, “Besouro” sai do lugar comum ao se utilizar de uma temática social para criar uma trama de ação. Mas aqui não temos lutas de simples socos e chutes. Estamos diante de um filme que tem como principal marca os seus embates idealizados. Para isso, foi contratado ninguém menos que Huen Chu Ku, coreógrafo de “O Tigre e o Dragão” e “Kill Bill”. Por isso não se impressione se vir alguns personagens voando sobre as águas, pulando entre as árvores e dando golpes monumentais. No entanto, tudo faz parte do universo mitológico no qual o longa está inserido. Diversas entidades da crença afro-brasileira constituem a trama do filme, possibilitando que o sobrenatural aconteça, mas que, mesmo assim, pareça estranho aos olhos de vários, principalmente os brancos. 

Complementando o alto padrão de qualidade técnico da produção, deve-se destacar ainda o competente som de Rica Amabis e a incrível fotografia de Christian Cravo, que transformam Iguatu (BA), onde as gravações foram feitas, em um local de beleza estonteante, com as suas enormes pedras, sol ininterrupto e riachos cristalinos. À direção de Tikhomiroff, inúmeros elogios também têm de ser feitos. A capacidade do cineasta, em seu primeiro longa-metragem, de realizar uma produção que preza pela estética jamais deve ser questionada. As lutas são bem comandadas e tem ritmo de sobra e a utilização de ângulos de câmera ousados impressionam. Mas para se fazer um filme de qualidade é preciso bem mais. 

É preciso, principalmente, que o longa conte com um bom roteiro, o que não acontece aqui. Assinado pelo próprio Tikhomiroff em parceria com Patrícia Andrade, o argumento é incapaz de contar uma história interessante. O desenvolvimento do personagem principal em direção a se tornar o herói da região é raso e confuso. Mesmo com uma narração em off (às vezes explicativa demais), a fita deixa aqueles que desconhecem as crenças abordadas um pouco perdidos. O contexto histórico também decepciona. O filme parece ter medo de chocar, principalmente ao apenas insinuar e posteriormente ignorar a exploração sexual ao qual as mulheres eram submetidas. Além disso, a importância da capoeira, que deveria ser o foco da película, não é tratada adequadamente.

No entanto, é o triângulo amoroso entre Dinorá, Quero-Quero e Besouro o grande erro do filme. Em meio a uma luta épica por sobrevivência, o roteiro insere a temática de maneira brusca e desnecessária, demonstrando a inocência dos dois escritores ao desenvolverem uma trama histórica. Baseada em desejo e nunca em paixão, o relacionamento entre eles é dos mais infantis, mas felizmente ainda conta com atuações convincentes, em especial de Jéssica Barbosa. O elenco, aliás, até que está bem para uma produção composta por atores desconhecidos. Não há destaques, mas todos fazem o seu trabalho com qualidade. Apenas o protagonista, Ailton Carmo, poderia ter um pouco mais de carisma.

Misturando mitologia com ação, mas esquecendo de todo o resto essencial, “Besouro” é um verdadeiro desperdício de R$ 10 milhões. Entre os diversos patrocinadores do filme (e eles são vários) alguém poderia ter exigido que, além de um coreógrafo renomado e um competente diretor de fotografia, fossem contratados um diretor e escritores que saibam que a arte cinematográfica é muito mais profunda do que uma publicidade de poucos minutos e que entendam que a estética é apenas a cereja do bolo de um filme.

 
 

Charlize Theron em “Mad Max 4″

Atriz assina contrato com o projeto. Tom Hardy deve ser o protagonista.

Após rumores sobre a possível participação de Charlize Theron (”Doce Novembro“) no quarto filme da franquia “Mad Max“, a revista Variety confirma que a atriz assinou contrato com a produção e é a mais nova integrante do elenco do longa.

Para estrelar o filme, o escolhido deve ser o ator britânico Tom Hardy (”RocknRolla“). Os três primeiros longas da franquia, lançados em 1979, 1981 e 1985,  foram estrelados por ninguém menos que Mel Gibson (”Máquina Mortífera“). As filmagens do novo projeto, intitulado “Mad Max: Fury Road“, devem começar em 2010 e terão Sidney e New South Wales, na Austrália, como cenário.

Segundo informações de um jornal de South Wales, “Mad Max irá colocar a cidade de volta ao mapa das locações de filmes. O filme é icônico. E nas mãos de Geroge Miller, veremos um dos maiores e mais ambiciosos live action já feitos na Austrália. E a escolha prova que o continente é um peso-pesado entre as locações para grandes produções cinematográficas”, contou o porta-voz do governo australiano.

 
 

Críticas

Distrito 9

Produzido por Peter Jackson, o longa não hesita em ousar e mostra a população de Johanesburgo tentando conviver com a presença de alienígenas. Isso é mostrado de forma cruel, original e denunciadora.

Avaliação: 9

Distrito 9Porém, como em toda boa ficção científica, tudo é uma alegoria para discutir problemas exclusivamente humanos. Dessa vez a temática central do filme é a segregação racial, que gera inevitável alusão com o apartheid sul-africano, mas permite comparações com outras opressões históricas contra minorias. Ao estilo documental, o diretor Neil Blomkamp prova que é possível realizar uma obra tão intensa quanto reflexiva.

Assim como em “9 – A Salvação”, estreia da semana passada, “Distrito 9” é inspirado em um curta-metragem. Em “Alive em Joburg” (2005), Blomkamp retrata a “invasão” dos extraterrestres, os problemas que a sua presença traz para a população e seus enfrentamentos com a polícia local. Se sobram boas intenções, falta orçamento para cumprir as pretensões do diretor, transformando a produção em algo risível e absolutamente amador. No entanto, com o envolvimento de Peter Jackson no projeto do longa-metragem, o capital chegou e possibilitou um incrível aprimoramento técnico do filme. A proposta cinematográfica continua a mesma, mas o resultado geral é bastante superior, criando uma película que agradará dos mais críticos aos menos exigentes.

Estamos na mais importante cidade sul-africana, Johanesburgo. Há cerca de 20 anos uma nave alienígena se instalou no céu do local, provocando medo nos cidadãos, mas causando conseqüências bem piores para os seus visitantes. Famintos, os extraterrestres foram resgatados pelo exército local e abrigados numa área exclusiva para eles, com direito a cerca de arame farpado e intensa vigia da polícia, o chamado Distrito 9. Eles não são tão hostis quanto se pensava, mas a fragilidade humana os transforma em “monstros”. Sem tecnologia para voltar para o seu planeta original, os aliens foram ficando, até se instalarem definitivamente.

À medida que o tempo passa, a presença deles apenas incomoda. Alguns fugitivos da área causam problemas aos humanos, como roubos, agressões e mortes. Com isso, placas proibindo a entrada dos pejorativamente chamados “camarões” (devido a sua semelhança com o marisco) são espalhadas pela cidade, retratando a existência de uma guerra civil.

A situação torna-se insustentável até que a empresa Multi-National United (MNU) é responsabilizada por retirar a população do distrito e levá-los para uma espécie de campo de concentração a incontáveis quilômetros dali. Liderando a operação está Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um homem inseguro, competente e inocente demais para as intenções da MNU, que acaba sendo infectado por um vírus extraterrestre, iniciando um processo de metamorfose e ocasionando uma incessante perseguição.

Diferentemente de outras produções com alienígenas em sua história, esta não se passa em Nova Iorque, Washington ou Chicago. Estamos bem longe dos Estados Unidos e seu centralismo alien. O país é a África do Sul, e as dificuldades sociais são outras. Não estamos diante de uma cidade cheia de políticos importantes, que conta com uma polícia especializada e com uma população paranóica. Estamos diante de uma cidade com um marcante histórico de confronto racial.

O apartheid deixou marcas e ignorá-lo ao assistirmos a uma película com temática tão semelhante seria impossível. Os aliens são tratados ao molde dos negros naquela fatídica época, com área reservada para habitação, direitos civis limitados e preconceito irrestrito. A diferença está apenas na forma de exploração: os “camarões” são enclausurados e capturados para a realização de estudos científicos com o objetivo de imitar a incrível tecnologia de suas armas.

Mas não pense que este é um drama denso. “Distrito 9” é um filme de ação dos mais intensos com uma trama social como pano de fundo. E é exatamente este conceito que o diferencia de tantas outras películas de ficção científica. Não temos um universo paralelo ou cenários irreais, mas sim uma cidade verdadeira ocupada por seres extraterrestres, os quais são alvos de inúmeras teorias que questionam e defendem sua verdadeira existência. Para tornar a história ainda mais intrigante, o diretor Neil Blomkamp adota um caráter muito particular para contá-la. Misturando uma linguagem jornalística com um estilo ficcional realista, o cineasta transforma a película numa obra bastante verossímil.

A fita dialoga diretamente com o documentário, seja através de depoimentos de pessoas que presenciaram o fenômeno seja pela utilização de imagens de câmeras de televisão que faziam a cobertura da fuga de Van De Merwe. Mesmo quando é obrigado a mudar esse ponto de vista, principalmente para poder contar a trama em detalhes, Blomkamp faz questão de colocar a câmera na mão e dar closes espontâneos.

Beneficiando a sua proposta está a fotografia seca de Trent Opaloch e os efeitos especiais perfeitos, que retratam os ETs e as máquinas de forma eficiente, não fazendo feio frente a blockbusters como “Transformers” (quem assistir entenderá a comparação). A opção por mostrar de longe a nave-mãe estacionada no céu de Johanesburgo também contribui para dar uma sensação de grandiosidade a invasão alienígena. Tecnicamente, deve-se destacar ainda a edição eletrizante, que faz do filme um prazer.

Entretanto, o filme tem falhas evidentes e a maioria delas estão no roteiro assinado por Blomkamp e Terri Tatchell. O argumento, depois de sua introdução esplêndida, foca-se demais no personagem de Copley, deixando de lado a temática social. A impressão é de que o filme sucumbe a pretensão de Hollywood por bilheteria e a consequente necessidade por contar uma história com os elementos padrões de um roteiro cinematográfico. Além disso, são criadas cenas inverossímeis que destoam do estilo do filme, principalmente quando retratam o confronto entre Van De Merwe com um representante imbatível da MNU.

O elenco desconhecido de “Distrito 9” dá conta do recado, mesmo com algumas cenas no mínimo estranhas. É que a proposta realista da película exige bastante dos atores e alguns são incapazes de achar um tom certo para os seus personagens. O protagonista é o reflexo disso. Sharlton Copley começa hesitante, mas com o tempo percebemos que tudo faz parte de sua personalidade insegura. A intensificação de sua história lhe traz mais exigências cênicas, mas o ator as cumpre por completo, transformando-se numa revelação das mais surpreendentes.

Com US$ 30 milhões de orçamento, Neil Blomkamp deu origem a um filme cruel, original e denunciador. Utilizar uma invasão alienígena para abordar a segregação racial é uma idéia genial, apesar de ter faltado apenas um pouco mais de cuidado para torná-lo uma obra-prima. O desfecho em aberto, no entanto, deixa margens para que isso aconteça numa eventual continuação.

 
 

Besouro

Besouro

Besouro, 2009

Gênero:
Drama
Duração:
120min
Origem:
Brasil
Estréia:
Brasil - 30 de outubro de 2009
Estúdio:
Buena Vista Internacional
Direção:
João Daniel Tikhomiroff
Roteiro:
João Daniel Tikhomiroff , Patrícia Andrade
Produção:
Vicente Amorim, Fernando Souza Dias, João Daniel Tikhomiroff
Classificação:
12 anos

Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que - ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

 
 

Distrito 9

Distrito 9

District 9, 2009

Gênero:
Ficção Científica
Duração:
112min
Origem:
Nova Zelândia - África do Sul
Estréia:
EUA - 14 de julho de 2009
Estréia:
Brasil - 16 de outubro de 2009
Estúdio:
Columbia Pictures
Direção:
Neill Blomkamp
Roteiro:
Terri Tatchell, Neill Blomkamp
Produção:
Peter Jackson
Classificação:
14 anos

Há 20 anos uma gigantesca nave espacial pairou sobre Joanesburgo, capital da África do Sul. Como estava defeituosa, milhões de seres alienígenas foram obrigados a descer à Terra. Eles foram confinados no Distrito 9, um local com péssimas condições e onde são constantemente maltratados pelo governo. Pressionado por problemas políticos e financeiros, o governo local deseja transferir os alienígenas para outra área. Para tanto é preciso realizar um despejo geral, o que cria atritos com os extra-terrestres. Durante este processo Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um funcionário do governo, é contaminado por um fluido alienígena. A partir de então ele se torna um simbionte, já que seu organismo gera algumas partes extra-terrestres. Com o governo desejando usá-lo como arma política, Wikus conta apenas com a ajuda do extra-terrestre Christopher para escapar.

 
 

Substitutos

Substitutos

Surrogates, 2009

Gênero:
Ficção Científica
Duração:
88min
Origem:
EUA
Estréia:
EUA - 25 de setembro de 2009
Estréia:
Brasil - 23 de outubro de 2009
Estúdio:
Buena Vista Internacional
Direção:
Jonathan Mostow
Roteiro:
Michael Ferris, John D. Brancato
Produção:
Max Handelman, David Hoberman, Todd Lieberman
Classificação:
12 anos

As pessoas estão vivendo remotamente a partir da segurança de suas casas por meio de substitutos robóticos - representações mecânicas fisicamente perfeitas e sensuais delas mesmas. É um mundo ideal no qual crime, dor, medo e consequências não existem. Quando o primeiro assassinato em anos abala esta utopia, Greer, um agente do FBI, descobre uma grande conspiração por trás do fenômeno da substituição e precisa abandonar seu próprio substituto e arriscar sua vida para desvendar o mistério.

 
 

Confira o pôster oficial de “Invictus”

Com direção de Clint Eastwood, filme protagonizado por Morgan Freeman e Matt Damon traz Nelson Mandela em evento histórico.

Invictus“, drama biográfico sobre Nelson Mandela, teve seu primeiro pôster oficial divulgado. A arte, que pode ser conferida logo abaixo, traz a frase “Seu povo precisava de um líder. Ele deu à eles um campeão”. Mandela, que é interpretado por Morgan Freeman (“Jogo Entre Ladrões”), estampa o cartaz ao lado de Matt Damon (“O Desinformante”), que por sua vez vive o jogador de rugby Francois Pienaar.

Ao contrário de uma biografia convencional, “Invictus” (ou “Invicto”, em tradução literal) será um retrato parcial da vida de Mandela, focando logo após sua eleição como presidente da África do Sul. O apartheid foi derrotado, mas o presidente vê o que país ainda está dividido racialmente e economicamente. Para reerguer a nação, e unir o povo, ele junta forças com Francois Pienaar, capitão do time de rugby do país. Ao acreditar que pode unir a população por meio da linguagem do esporte, Mandela começa a usar o time como forma de inspiração, seguindo-os até a Copa Mundial de 1995.

A direção ficou por conta de Clint Eastwood (“Gran Torino”) enquanto o roteiro foi escrito por Anthony Peckham (“Refém do Silêncio”), baseando-se em livro de John Carlin chamado “Playing the Enemy: Nelson Mandela and the Game that Made a Nation”. O filme, que é uma das grandes apostas para o Oscar 2010, chega aos cinemas estadunidenses no dia 11 de dezembro.

Invictus

 
 

Sylvester Stallone deve filmar mais um “Rocky”

Parece brincadeira, mas o Slashfilm confirmou que o boato que surgiu na internet tem fundamento após declarações do próprio Sylvester Stallone. O marombado sexagenário estaria realmente pensando em filmar mais um episódio de seu personagem mais conhecido, “Rocky Balboa”, chegando ao sétimo filme da franquia.

Sei que talvez me faça passar o maior vexame da minha vida se eu fizer outro filme do ‘Rocky’, após a minha chegada aos 60 anos. Também sei que vai ter muita crítica. Até minha mulher diz ‘Não faça. Você está envergonhando as crianças’, mas eu disse a ela ‘Seu eu não fizer, não serei feliz.’ Tenho que fazer. Artistas como eu temos que atravessar a momentos difíceis diversas vezes”, disse Sly.

Atualmente, ele está finalizando o filme “Os Mercenários”, que teve cenas gravadas no Rio de Janeiro e conta com a participação de Gisele Itiê, além de Jason Statham (“Carga Explosiva”), Jet Li (“O Reino Proibido”), Dolph Lundgren (“Rocky 5”), Mickey Rourke (“O Lutador”). Ele também está gravando a voz para uma animação “The Zookeeper”, para a MGM. Em 2011, ele deve começar a filmar “Rambo 5”, mesmo após as péssimas críticas do filme.

Se tudo acontecer como está previsto e especulado, no final de 2010 ou início de 2011. Sly deve botar para frente a sua produção de “Rocky 7”. No momento, ele está em negociações com uma produtora na Alemanha, a Tele 5. Vale lembrar que nenhuma informação foi confirmada ainda, embora o desejo de Sly seja o suficiente para dar certeza de que o projeto deverá sair do papel. E os números ajudam: US$ 24 milhões foram necessários para produzir o último filme do Rocky e rendeu de bilheteria em todo o mundo US$ 155 milhões. Difícil vai ser não ter produtora querendo abocanhar um pouquinho dessa verba para um próximo filme.

Cartaz de "Rocky Balboa", que deveria ser o 6º e último filme da franquia.

 
 

“Toy Story” escolhido o melhor filme de animação de todos os tempos

Toy Story

Uma enquete realizada com mais de 4 mil fãs de cinema escolheu “Toy Story“, da Pixar, como o melhor filme de animação de todos os tempos, derrotando “Shrek” e “O Rei Leão“, que alcançaram o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. A enquete foi realizada pela empresa OnePoll, uma companhia britânica online especializada em pesquisas de mercado.

‘Toy Story’ é um desenho amado tanto por jovens quanto pelas gerações mais velhas e vai ser revisto ainda por muitos anos. Possui uma animação de alta qualidade que, mesmo com o avanço tecnológico, não foi superada até hoje”, declarou um porta-voz da OnePoll.

Em quarto lugar ficou a animação de 2003 “Procurando Nemo“, também dos estúdos Pixar. Fechando o topo da lista está “A Era do Gelo” ocupando o quinto lugar. A pesquisa ouviu pessoas com idade entre 5 e 65 anos de idade. Veja a lista completa com os 20 melhores filmes de animação, segundo os consultados pela pesquisa:

1. Toy Story
2. Shrek
3. O Rei Leão
4. Procurando Nemo
5. A Era do Gelo
6. Mogli – O Livro das Selvas
7. Monstros S.A.
8. A Bela e a Fera
9. Bambi
10. Aladdin
11. Branca de Neve e os Sete Anões
12. 101 Dálmatas
13. Uma Cilada Para Roger Rabbit
14. Watership Down
15. Wall-E
16. Fantasia
17. O Estranho Mundo de Jack
18. A Pequena Sereia
19. Cinderela
20. Alice no País das Maravilhas

 
 

“Jogos Mortais 6″ tem a pior estreia da franquia

Segunda-feira, 26 de outubro de 2009. O dia foi o mais esperado pelos produtores da Twisted Pictures, que aguardaram ansiosamente a confirmação dos valores reais das bilheterias das cerca de 4 mil salas de cinema espalhados em solo estadunidense. A expectativa revelou o quanto o público ainda deseja pela continuação da franquia de “Jogos Mortais”, que em 2009, chegou a sua sexta produção anual.

Mesmo com resultados estimados em pouco mais de US$ 14 milhões, cada centavo a mais pode contar no destino da nova produção. Mas o temor é confirmado ao fim da tarde. A produção este ano arrecadou cerca de US$ 14.118.444, com média de US$ 4.650 por sala. Essa foi de longe o pior resultado da franquia. Mas porque um resultado tão baixo, após quatro filmes (do segundo ao quinto filme da franquia) com resultados animadores nas arrecadações de fim de semana de estreia: mais de US$ 30 milhões, em todos os anos?

Algumas mídias dizem que boa parte da queda da bilheteria da franquia foi por causa de outro filme do gênero, “Paranormal Activity”, que esta semana ganhou lançamento nacional e faturou o primeiro lugar no ranking. Mas muitos apontam que não. A prova veio no mercado internacional. Em cerca de 800 salas em estreia mundial, em nenhum país, “Jogos Mortais 6” conseguiu liderar na bilheteria, até mesmo na Inglaterra, onde era o único filme de “grande porte” estreando nas salas.

Em comparação com as películas anteriores, o novo filme perdeu mais de 50% da bilheteria. Nem mesmo a estreia de “Jogos Mortais 5”, considerados por muitos críticos o pior filme da franquia, que aconteceu no ano passado, teve um resultado tão ínfimo. Ao final dos três primeiros dias, o filme já havia arrecadado pouco mais de US$ 30 milhões. Se regredirmos no tempo, ano a ano, veremos que todos os outros exemplares tão tiveram a mesma média: “Jogos Mortais 4” (US$ 31.756.764), “Jogos Mortais 3” (US$ 33.610.391) e “Jogos Mortais 2” (US$ 31.725.652).

Muitos devem se perguntar o motivo da preocupação com a arrecadação na estreia de um filme. Afinal, ele possui várias semanas depois em cartaz, que podem recuperar a arrecadação final. Primeiro, a estreia é importante porque, no mercado cinematográfico, dificilmente a arrecadação semanal tenderá a crescer, e sim, só diminuir. Em caso de produções que acabam tendo um orçamento baixo no lançamento, isso se torna três vezes preocupante, já que é necessário recuperar (pelo menos) o investimento aplicado na produção. Também é no desempenho da sua abertura que o filme pode ganhar aval positivo ou negativo quanto a continuações.

No caso de “Jogos Mortais 6”, as péssimas críticas que o exemplar recebeu neste fim de semana podem levá-lo a falhar na bilheteria. Mas vale ressaltar que mesmo tendo uma abertura considerada fraca para o projeto, o filme já pagou os US$ 11 milhões investidos na produção. Resultado: a Twisted Pictures confirmou que não irá retroceder na decisão de um sétimo filme da franquia, que deverá ser feito em 3D. Resta agora saber, o destino final deste episódio da franquia nos cinemas. Será que irá se recuperar e igualar às arrecadações finais de seus antecessores? Todos com arrecadações acima dos US$ 100 milhões. É esperar para ver.

Cartaz do filme "Jogos Mortais 6"

 
 

Homem de Ferro: Extremis

A história “Extremis”, estrelada pelo Homem de Ferro, foi um marco na carreira do herói. Ela não apenas redefiniu o personagem, apresentando-o para uma nova geração, como também serviu de base para quase tudo o que foi feito com ele desde então, inclusive para o filme de 2008. Esse arco foi publicado originalmente na revista Iron Man, números 1 ao 6 (janeiro à maio de 2005). Aqui no Brasil saiu pela Panini em uma mini-série em 3 edições (abril à junho de 2006) e posteriormente foi relançado em um encadernado, em fevereiro de 2009. Possui roteiro de Warren Ellis e arte de Adi Granov. Segue a sinopse: O renomado roteirista Warren Ellis une forças com o aclamado ilustrador Adi Granov para redefinir o mundo do vingador blindado para o século 21 — um cenário de aterrorizantes tecnologias que ameaçam sobrepujar a frágil espécie humana! O que é o Extremis, quem o liberou e o que seu surgimento pressagia para o mundo?

Esse arco marcou o relançamento a revista do Homem de Ferro nos EUA, após um período de péssimas histórias e péssimas vendas. A Marvel chamou então o roteirista Warren Ellis, o consagrado autor de Planetary, e o desenhista e colorista Adi Granov. E funcionou.
A proposta era atualizar o Homem de Ferro, já que ele deveria ser um herói a frente do seu tempo, mas que na época estava usando quase a mesma tecnologia e mentalidade de 10 anos atrás. A ciência e a tecnologia estavam se desenvolvendo muito rápido e Tony Stark estava sendo passado para trás.

Logo na primeira parte do arco isso já é mostrado, com Tony sendo confrontado com a mentalidade anti-armamentista do século 21. Ele então começa a se questionar sobre o seu papel no mundo, sobre se o Homem de Ferro salvaria mais vidas do que as ceifadas pelas armas vendidas por sua empresa. Nisso é inserida na história a cientista Maya Hansen, cujo principal objetivo na narrativa é mostrar a Stark o desenvolvimento biológico, que poderia conseguir resultados similares aos dele, porém de modo muito mais leve e natural do que ele com sua grande e pesada armadura.

A história se desenrola mostrando o contraste entre esses dois tipos de desenvolvimento (tecnológico e biológico) e termina com Tony e Maya criando um amálgama dos dois para gerar um novo e atualizado Homem de Ferro. Obviamente nem tudo são flores, e um criminoso rouba a tecnologia biológica da dra. Hansen, obrigando o Vingador Dourado a enfrenta-lo, o que o leva a outro questionamento contemporâneo: o que fazer com um assassino que não pode ser parado e que se recusa a se render? A força letal é justificável?

A arte de Adi Granov é lindíssima, além de possuir uma narrativa bastante clara e dinâmica. A história aproveita ainda para fazer flashbacks da origem do Homem de Ferro, atualizando-a da Guerra da Coreia para o combate contra a Al Quaeda no Afeganistão, 3 anos antes do filme fazer o mesmo. Uma edição altamente recomendada a todos que gostam de histórias inteligentes e bem feitas.

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